sábado, 15 de maio de 2010

No one knows


Eu caminho por uma estrada solitária, a única que eu sempre conheci. Não sei até onde vai, mas é um lar para mim, e eu ando só. Eu caminho por esta rua vazia, na avenida dos sonhos destruídos, onde a cidade dorme e eu sou o único, e eu ando só, eu ando só, eu ando.
Minha sombra, a única coisa que anda ao meu lado, meu coração falso é a única coisa que bate. Ás vezes eu desejo que alguém me encontre, até lá, eu ando só. Estou andando na linha que me divide em algum lugar na minha mente, no limite da margem, é onde eu ando sozinho. Leia entre as linhas do que está arruinado e o que está tudo bem, checo meus sinais vitais, para saber se estou vivo e eu ando só, eu ando só, eu ando. Eu caminho por esta rua vazia, na avenida dos sonhos destruídos, onde a cidade dorme e eu sou o único, e eu ando.
Pra mim, é apenas o começo. Eu vejo meus amigos envelhecendo, uma pequena contagem regressiva para o final. É melhor pensar de novo, porque ninguém sabe. Eu não quero causar nenhum mal, mas ás vezes minhas atitudes machucam, há algo que preciso encontrar para fazer planos pra sempre. Parece que todas as memórias desapareceram, você suga conhecimento para cobrir o espaço, e minha resposta ainda é a mesma... Eu não sei.
Então vamos encarar a verdade, isso nunca foi o que você queria, mas eu sei que é divertido fingir. Agora, olhares em branco e ameaças vazias, são tudo o que eu tenho. Então me afogue se puder, ou nós podemos apenas conversar. E eu caio, eu caio, eu perco o equilíbrio. Te encontrei antes de partir, e agora você fala de ódio antigo, embora seu mundo todo tenha acabado em chama, e não é demais descobrir que você não vale nada? E o quão seguro é se sentir seguro, então me afogue se puder, ou nós podemos apenas conversar. E eu caio, eu caio, eu perco o equilíbrio, te encontrei antes de partir. As coisas que fazemos pra ficar vivos, as coisas que fazemos só pra nos manter vivos.


Boulevard of Broken Dreams/ No one knows – Green Day
Day old Hate - City And Colour

segunda-feira, 1 de março de 2010

I'm afraid.

Existem certas coisas em mim, que são inexplicáveis, certas atitudes minhas que depois eu nem sei mais por que fiz aquilo, depois eu me arrependo, mas ninguém acredita que me arrependi de verdade, e ninguém sabe me perdoar de verdade. Talvez ninguém seja bom o bastante pra conseguir perdoar, e entender que as pessoas erram, caem, levantam, e acertam, mas pra isso elas precisam de alguém junto, ajudando, apoiando, dando a mão. Ninguém vive sozinho, quem não sabe disso, todos precisaram de alguém, mesmo que não consigamos abrir a boca e dizer tudo que estamos sentindo, precisamos de um abraço silencioso, que com toda sua pureza consegue envolver a dor, e durante alguns poucos segundos nos sentimos seguros, protegidos e fortes o suficiente para conseguir curar uma ferida, e aquele momento, daquele abraço, passa ser indescritível, porque nenhum sentimento pode ser descrito com palavras, sentimento é algo 'sobrenatural', sem explicação, sem manual. Feridas não podem ser curadas, a única coisa que posso fazer é tentar não lembrar, porque esquecer pra mim já se tornou impossível. Tenho medo de me tornar algo que não quero ser, medo de deixar que a ferida tome conta do meu coração, e consuma meus sentimentos restantes, é isso, tenho medo.